
E eu, muitas vezes, não consigo me livrar do passado. É como se ele me perseguisse e eu não soubesse pra onde fugir. Não consigo escapar dele. Dizem que o que ficou pra trás tem motivos pra ficar lá. Mas esqueceram que as lembranças permanecem vivas na memória. E muitas delas nos torturam. E por mais que eu tente esquecer, sempre tem algo que me faça lembrar. Uma musica, uma cor, uma palavra, um gesto. Talvez até o mais mínimo detalhe me faça lembrar daquilo que eu luto pra esquecer. E quantas vezes você já pensou “maldito dia em que te conheci”, se referindo aquela pessoa que te fez sofrer ? Muitas, eu tenho certeza disso. É assim mesmo. A gente conhece. Se apega. Confia. Acredita. Achamos que a pessoa jamais vai nos magoar. Mas adivinha ? Ela nos machuca. E no final a gente sempre se fode. Depois ainda dizemos que não vamos cometer o mesmo erro. Porém sempre acabamos cometendo. É como se errar uma vez não bastasse. E quando a gente se apaixona então ? Depois que se quebra o coração pela primeira vez, acabamos achando que amar é um erro. Deixamos de acreditar que amar é bom. Porque sentimentos o quanto amar dói. O problema é que não controlamos os nossos sentimentos. E quando notamos lá estamos novamente amando. E depois de tanto quebrar a cara, começamos a esconder os sentimentos. Mas ainda sentimos, e muito. Apenas fingimos que não. Está ai outra coisa que aprendemos a fazer bem. Fingir. Se torna necessário. Só que faz mal. Muito mal. Só que vira mania. Costume. Chega a certo ponto que, tem dias, que nem vontade de levantar da cama temos. Sonhar passa a ser muito melhor do que viver. E a gente vive se perguntando porque a vida é tão injusta. Pena que nunca encontramos resposta. Sempre assim. Diversas perguntas e nenhuma resposta. E quando achamos que encontramos respostas, a vida vem e muda as perguntas. Tentamos viver o presente e pensar no futuro. Mas depois de tantas quedas, tantas mágoas, tantos erros do passado, ficamos receosos que de que aconteça o mesmo agora. Acabamos vivendo em função do passado. Tentando não errar novamente. Tentando não se machucar. Tentamos fazer certo dessa vez. E adivinha ? Erramos novamente. É um ciclo vicioso. Do qual não conseguimos escapar. E ai surge o medo. O medo de que nada mude. De que seja assim pra sempre. É que sabe, chega num ponto que tudo isso cansa. […]

A expressão escuridão pra mim me soa treva me lembra dor, me lembra angústias, e é nisso que minha vida anda se resumindo, a cada dia que passa a luz que me fazia sorrir se apaga um pouco mais, a cada queda, a cada passo, a cada lágrima ela se afasta de mim e isso me faz sentir-me sozinho, podem achar que é exagero ou que tudo isso é muito clichê, mas é como eu me sinto, ando imaginando coisas, momentos que nunca acontecerão, fases que nunca mais vão voltar arrependimentos de não ter lutado antes e desistido tão facilmente, enquanto eles estão lá, felizes eu fico aqui sem entender por que as pessoas sempre me abandonam, sempre me deixam sozinho, será eu o errado? O que será que vêem em mim? O que tanto os incomoda? Dói muito perguntar-me coisas e eu mesmo não saber das respostas, dói mais ainda sentir falta das pessoas que não vão sentir a mínima falta de mim.

Por onde andei durante todo esse tempo? Que tipo de droga minha alma usou? Estava cego, e não vi que as pessoas que mais amei afastaram-se de mim, eu deixei que tudo isso acontecesse, eu fui culpado. Mas será mesmo que sou o único responsável? Dizem que quando se ama algo jamais deve se deixar irem embora, mas se isso custar à felicidade deles e será mesmo que devemos prendê-los? Ou será que devemos deixá-los felizes com quem escolheram e não por quem foram escolhidos, tenho uma teoria melhor, quando se ama, se deve querer o melhor ao outro, abrindo mão da sua própria felicidade. (sr)

Ele aparentava estar bem, mas na verdade não estava, tava cansado de tudo, e até de todos. Nada tava bom pra ele. Ele se olhava no espelho e via que mudou. Aquele menino legal, simpático, amigável. Se transformou em alguém grosso, estúpido, frio. Se transformou em um monstro que aprendeu a quebrar corações, a magoar, a ignorar os outros. Não queria que ninguém se apaixonasse por ele, ele não queria fazer ninguém sofrer. Afinal ele sabia perfeitamente como dói amar e não ser correspondido. Ele se cansou de se importar e não ter nada em troca. Amou, e ainda ama, mas isso não o ajudou a mudar. Todos os sentimentos foram apenas jogados no lixo. E as lágrimas? ahh.. Tantas poderiam ter sido evitadas. Assim como as dores, o coração partido. Ele se destruía a cada dia, e não restou-lhe nada. Ele deu seu coração, e sua vida a ela, e como todas, ela o rejeitou. E mais uma vez ele estava ferido, machucado, De uma forma que só ele sabia como dói. De uma maneira que ninguém imagina. Ele acreditava ser diferente; Ele era diferente. Ele se machucava fácil de uma forma que destruia, que deixa marcas. Ele não se importava mais, Afinal Pra quê? Ela não ligava e provavelmente nunca ia ligar. Ele estava quebrado, destruído. Magoado, machucado. Frio, cansado. E com medo. Medo de que não consiga tirá-la do seu coração. Medo que ela continue matando-o, dilacerando-o, destruindo seu coração. (rocksoda)